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RANGE ROVER VELAR

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Land Rover mostra na Noruega o Velar que chega em novembro ao Brasil

Gelada e com belezas bem peculiares, a Noruega foi o lugar escolhido pela Land Rover para apresentar, à imprensa da América Latina, seu novo SUV médio: o Range Rover Velar. Com 433 milímetros a mais que o Evoque e 47 milímetros a menos que o Sport (possui 4.803mm de comprimento), o Velar tenta conquistar quem curte um veículo off-road - o DNA da marca inglesa -, não abre mão de tecnologia de ponta e, claro, tem entre R$ 383,1 mil e R$ 513,9 mil para investir em um automóvel.

Os valores referem-se às versões R-Dynamic S e First Edition, a de entrada e a de ponta, respectivamente. Há ainda a R-Dynamic SE (R$ 405,4 mil) e R-Dynamic HSE e (R$ 445,5 mil). Todas são equipadas com motores 3.0 V6 Supercharged de 380 cavalos a gasolina. As diferenças de preço baseiam-se na quantidade de itens oferecidos, e as versões serão as primeiras a chegar ao Brasil, em novembro.

Aos que não tem tanto dinheiro, um alento: até maio do próximo ano, chega ao país outras duas versões, a Ingenium a gasolina ou a diesel, ambas com propulsor 2.0 de 180 cavalos. Os valores, neste caso, ficam em R$ 291 mil e R$ 311 mil.

 

Ao volante

A versão First Edition está limitada, no Brasil, a 20 unidades. Foi justamente essa a oferecida à imprensa especializada brasileira para rodar cerca de 400km no arredores de Molde, no Norte da Noruega. Apesar das temperaturas abaixo de -50°C no inverno, cerca de 25 mil pessoas (a maioria, pescadores) habitam a região, onde em julho, auge do verão, o "calor" não supera 8°C. Mais que o clima, o principal desafio para o Velar foi superar as encostas rochosas.

Antes mesmo de entrar no Velar, impossível não reparar em seu design inovador. Suas linhas são mais discretas que as do irmão Evoque. Duas são as marcas principais: os puxadores retráteis nas portas (só se oferecem para serem puxados quando é preciso) e as imensas rodas de 22 polegadas. Ambos equipam todas as versões e são emblemáticos. Por que? Entenda.

No caso dos puxadores, eles se enquadram na linha minimalista, grande aposta dos ingleses para o mercado automotivo. E combinam com a parte de dentro. Mesmo com um sem-fim de itens, há apenas dois botões no console, com uma tela touch de 12,3 polegadas no topo. Quem está acostumado a lidar com smartphones e computadores (alguém não?) precisa de poucos minutos para aprender a escolher os sistemas de condução (neve, lama ou asfalto), mexer no som, regular a temperatura e até bloquear o diferencial.

No que diz respeito às rodas, elas podem até dar um ar de fragilidade ao veículo. Mas não se engane: apesar do "salto alto", o Velar encara com vigor os mais acidentados terrenos. Prova disso é o SUV subir os mais de cinco quilômetros íngremes e lotados de pedra de Strandafjellet, chamada pelos noruegueses de Montanha Encantada. De difícil acesso no verão e quase intransponível no inverno (exceto para esquiadores), o local é palco de lendas como a dos trolls, os mais famosos do folclore escandinavo. Guardiões da montanha, nem os seres místicos puderam parar o Velar.

São poucos os veículos que encaram a subida. Mas o Velar faz qualquer motorista amador transpor

região só permitida a pilotos de rali. E com conforto. O responsável por isso é o sistema "Terrain Reponse 2", uma evolução em relação ao controle anterior. Há ainda o "All Terrain Progress Control", que entre os trunfos tem o controlo da descida de declives - nem é preciso frear, o sistema controla a velocidade e garante não haver derrapagens. Como os Land Rover modernos, a tração 4x4 é inteligente: o veículo analisa o terreno e distribui a força necessária em cada roda.

Na estrada

No asfalto, terreno onde a maioria dos compradores vai rodar na maior parte do tempo, o SUV surpreende. O propulsor de 380cv tem muita força em baixas rotações e o incrível torque de 45,88 kgm.f a 3.500rpm. É mais do que suficiente para empurrar o veículo de 1.884kg - o uso de alumínio e outros metais fizeram o grandalhão ficar leve para o seu tamanho.

A caixa automática de oito velocidades é incrivelmente suave e benevolente com quem, com uso das aletas atrás do volante, engata as marchas inadequadas. Ela aceita os comandos e, para quem pisa fundo, reduz até quatro marchas para atingir o arranque solicitado. A altura em relação ao solo, caso de uma hora para outra uma poça d'água apareça pelo caminho, pode ser aumentada em 48mm e chegar a 299mm. Tudo com um simples toque nos comandos digitais. Seja qual a altura utilizada, as suspensões a ar são garantia de conforto e robustez. Sistema Adaptive Dynamics para alto desempenho e controle no asfalto leva a quase zero o índice de rolagem da carroceria.

No teste, seu consumo oscilou entre 7,1km/l e 10,4km/l, dependendo da configuração e do terreno. Basicamente o mesmo que seus concorrentes diretos, em termos de tamanho e preço: Porsche Macan, BMW X5 e Mercedes GLC.

A capacidade do porta-malas é de 673 litros, suficiente para mesmo os mais megalomaníacos conseguirem adequar a bagagem. Os bancos traseiros têm rebatimento elétrico - nesse caso, o volume vai a 1.731 litros. O interior, além da parte digital, mistura couro e madeira ecologicamente desenvolvidas em parceria com a Kvadrat, empresa nórdica com tradição na criação de têxteis e materiais recicláveis. Lindo e cheio de tecnologia, o Velar é um modelo para poucos – no caso do Fist Edition, no máximo 20 brasileiros.